Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

Mediunidade e sintonia — Emmanuel


8


Unidos sempre

1 Companheiros! Estamos engajados na construção espiritual da Era Nova.

2 Convençamo-nos, porém, de que o trabalho é muito mais amplo na intimidade de nós mesmos, do que no plano externo da ação a desenvolver.

3 Educar-nos para educar.

4 Ensinar, a fim de que aprendamos.

5 Auxiliar para sermos auxiliados.

6 Honrar a cultura da inteligência com o burilamento do coração.

7 A obra é de todos. Cada qual de nós, entretanto, está situado em tarefa diferente.

8 Imperioso estudar, de modo a conhecer-nos, e conhecer-nos para identificar o que se nos faz necessário.

9 Ninguém dispõe da luz que não acendeu em si mesmo, no entanto, nenhum de nós está desvalido de recursos, a fim de se iluminar.

10 Aceitar-nos tais quais somos, de maneira a servirmos com a realidade que nos é própria e aceitar os outros na condição que os assinala.

11 Reconhecer que não nos encontramos num torneio de triunfos angélicos e sim numa concorrência benéfica, à procura de conquistas humanas.

12 Sejamos hoje melhores do que ontem.

13 Não nos detenhamos na impossibilidade de oferecer prodígios de grandeza de um instante para outro, mas não busquemos interromper a empreitada de redenção e de amor a que nos empenhamos.

14 Nunca desconsiderar a ninguém. Observar que os outros, perante Deus, são portadores de mensagem determinada, qual sucede a nós mesmos.

15 Se caímos pelo fascínio da ilusão, é imperioso reerguer-nos, voluntariamente, tão depressa quanto se nos faça possível, com os valores da experiência.

16 Saber que tentação é sinônimo de passado. “Aqui” e “agora” são posições de espaço e tempo em que a Divina Providência nos permite plantar e replantar o futuro e o destino.

17 Ante a dificuldade — servir.

18 Diante da incompreensão — servir mais.

19 Do trabalho nasce a luz para o caminho.

20 Da caridade surge a solução essencial para todos os problemas.

21 Oração e atividade. Crer e construir.

22 Entender que nos achamos convidados pelo Cristo de Deus, através de Allan Kardec, para compreender auxiliando e renovar amando e iluminando, instruindo e abençoando na edificação do Mundo Novo.

23 Somos livres por dentro de nós, na escolha de decisões e diretrizes; 24 servos da disciplina, no campo exterior de nossas realizações, sustentando a segurança que devemos à harmonia do próximo; 25 lidadores do bem comum, através de obrigações formadas em estruturas diversas para cada um de nós; 26 e cultivadores da Verdade sob o compromisso de melhorar-nos em serviço constante.

27 E acima de tudo, unidos sempre. Assim venceremos.


Emmanuel


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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