Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

O Evangelho de Chico Xavier — O próprio (Encarnado)


74 e 75


Criança e religião

1 Se recebemos, num educandário, uma criança complexada pelas rixas domésticas constantes ou comprometida pelo comportamento menos feliz que adotemos entre as paredes de nossa casa; 2 se a criança revela indiferença religiosa porque sejamos indiferentes ante Jesus, dentro do lar; 3 se nós não temos tempo, se não buscamos tempo para ensinar a oração aos nossos filhos, 4 se não nos lembramos de nossas grandes mães, aquelas mães abnegadas que nos ensinaram a colocar as mãos postas e orar em nossa infância, 5 se não achamos ensejo algum para o cultivo do ensinamento cristão nós que temos uma profunda dedicação, hoje, ao progresso da técnica, na radiofonia, no cinema, na televisão, embora não esteja em nosso intuito condenar, de maneira alguma, estes frutos do progresso da inteligência — 6 mas, se nós encontramos tempo para estas diversões, para estes instrumentos da nossa cultura que são, realmente, também dádivas de Nosso Senhor Jesus Cristo, para nós na Terra, por intermédio da Ciência, que a Ele tudo devemos atribuir no terreno das melhorias e da melhoria deste mundo, 7 como esperar que os nossos filhos tenham a alma evangelizada para servir em nossos cultos de fé ou dignificar as nossas escolas? 8 Os primeiros mestres são os país. O exemplo há de começar em casa, a demonstração há de iniciar-se pelo pensamento, pela palavra, pela atitude, pela vivência.


9 Escolhemos horário para o alimento material e buscamos a devida medicação, quando enfermos. 10 Por que relegar a nossa alma, que é eterna, ao descaso diante do Evangelho do Senhor? 11 Por que havemos de acreditar que os outros estejam na obrigação de fazer preces e penitências sistematicamente por nós, embora saibamos que as penitências e as preces de um amigo em nosso benefício sempre são bênçãos diante do Senhor? 12 Indispensável não viciar o coração no serviço da fé viva; cada qual de nós deve realizar a parte de ação que lhe compete. 13 Como esquecer o lar à matroca e exigir uma escola perfeita? 14 Como crer seja isso cabível, se a escola é um desdobramento do santuário doméstico, se a professora continua o precioso trabalho materno e se o professor prossegue na obra benemérita do coração paternal?


Chico Xavier


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