Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

Bênção de paz — Emmanuel


16

Na seara evangélica

“… Ai de mim se não pregar o Evangelho!” — PAULO (1 Coríntios, 9.16)


1 Às vezes fugimos ao serviço evangélico, justificando a omissão com os defeitos que ainda nos caracterizam.

2 Dizemo-nos demasiado fracos para cooperar com a beneficência e desertamos do contato com os irmãos em penúria…

3 Afirmamo-nos inábeis e recusamos encargos honrosos que se nos confiam…

4 Proclamamo-nos rudes em excesso e rejeitamos a possibilidade de cooperar no ensinamento edificante…

5 Asseveramo-nos na posição de Espíritos endividados e fantasiamos incapacidade para o cultivo da fé…

6 Entretanto, é grande contrassenso semelhante norma de proceder. Se a criatura humana surgisse instruída no berço, para que a escola na Terra?

7 Jesus transmitiu as revelações e lições do Evangelho a homens e mulheres débeis, infelizes, revoltados, obsessos, inibidos, ignorantes, desanimados, doentes. Ele próprio declarou não ter vindo ao mundo para curar os sãos. ( † )

8 Evitemos escapatórias diante da construção do bem, que é dever nosso.

9 A obra de evangelização e, notadamente, a que Jesus nos concede na seara luminosa da Doutrina Espírita, é oportunidade rara de serviço, melhoria, aprimoramento e felicidade, cujo valor não sabemos ainda apreciar.

10 Recordemos Paulo de Tarso.

Ele, o apóstolo que recolheu apelos diretos do Cristo à sementeira de luz, foi positivo ao confessar: “Ai de mim se não pregar o Evangelho!”

11 E nós, em lhe meditando o exemplo, podemos reconhecer que se não aproveitarmos os recursos de trabalho que o Espiritismo nos oferece, permaneceremos na inferioridade em que temos vivido até hoje, se não descambarmos para coisa pior.


Emmanuel



(Reformador, julho 1965, página 148)


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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