1 Terra, nada reténs que o verme não carcoma!…
Tudo nasce e caminha ante o poente aziago…
Toda pompa a luzir, qual furacão num lago,
Túrbida agitação sobre a undiflava coma…
2 Na urna de Moisés vês longínqua redoma; n
No fausto de Alexandre, um painel triste e vago…
A cinza sepulcral dos salões de Cartago
Soterrou no silêncio os mármores de Roma… n
3 Duas asas, porém, na rota em que flutuas,
Sustentam-te, no Espaço, impassíveis e cruas,
Nenhuma alteração que, leve, as entrecorte.
4 Libram com Deus e a Vida, em suprema conquista…
Tribos, povos, nações… Nada que lhes resista…
Uma — a clava do Tempo; outra — a sega da Morte! n |